Lá caminha o jovem rapaz negro,
metade cheio, metade vazio,
de sua própria essência,
por caminhos mal iluminados e totalmente solitários,
que se acham dentro e fora de si.
Lá caminha esse jovem rapaz negro,
de olhos negros,
de cabelos negros...
de alma azul.
Lá caminha aquele jovem rapaz negro.
Os seus olhos negros,
de tão vermelhos,
parecem chorar; porém, não há lágrimas.
Só o que há é a dor que esses últimos dias trouxeram,
para que se recorde das coisas que jamais se esqueceu.




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